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Universitários representam o Brasil em torneio internacional de matemática


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Equipe brasileira que participa da competição na Bulgária. Foto: Divulgação/OBM


Uma delegação formada por estudantes de sete universidades brasileiras representa o país na 21ª Competição Internacional de Matemática para Estudantes Universitários (IMC, na sigla em inglês), que acontece na cidade de Blagoevgrad, na Bulgária entre os dias 29 de julho e 4 de agosto. O evento, organizado pelo University College London em parceria com a American University in Bulgaria, é a maior competição para estudantes universitários e recebe os mais destacados graduandos em matemática e ciências afins de todo o mundo.

Este ano integram a delegação brasileira representantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), acompanhados pelos professores Fábio Dias Moreira, do Rio de Janeiro (RJ) e Frederico Vale Girão, de Fortaleza (CE).

As provas serão feitas em dois dias consecutivos (31/07) e (01/08). Cada prova contém cinco questões, valendo dez pontos cada, que deverão ser resolvidas individualmente, num tempo máximo de cinco horas. As avaliações devem ser respondidas em idioma inglês e incluem problemas de álgebra, análise real e complexa, geometria e combinatória.

“A prova da IMC não é nada fácil, as questões propostas muitas vezes exigem ideias além do que é ensinado na faculdade”, conta o professor Fábio Moreira, líder da delegação brasileira. Ele explica que durante os primeiros minutos da prova, os estudantes podem tirar dúvidas sobre os enunciados das questões com os líderes, que estarão nas salas de prova no início da competição. “Vários problemas exigem técnicas comuns em problemas de pesquisa em matemática”, completa.

Uma vez realizadas as provas, o trabalho dos estudantes é avaliado pelos líderes e apresentado ao tribunal de coordenação, formado por especialistas da área, que dará as pontuações finais de cada problema usando critérios previamente estabelecidos pelo júri internacional. Os cortes para a distribuição das medalhas são definidos posteriormente pela organização da IMC, sem interferência dos líderes.

Como parte das atividades culturais do evento, a organização oferece anualmente alguns passeios para os competidores, entre os quais se destaca a visita ao Monastério de Rila.

Histórico vitorioso

As equipes olímpicas de matemática universitária já deram muitas conquistas para o Brasil desde 2003, ano em que o país participou pela primeira vez, conquistando desde então um total de 113 medalhas, sendo uma de ouro especial (Grand First Prize), 17 de ouro (First Prize), 42 de prata (Second Prize) e 53 de bronze (Third Prize).

Como participar da IMC

No Brasil, a Comissão Nacional de Olimpíadas de Matemática indica os estudantes universitários que tenham sido premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) com medalhas de ouro, prata ou bronze. Cabe a cada instituição de ensino a decisão de patrocinar estes estudantes ou inclusive selecionar outros estudantes para participar da competição como seus representantes, neste caso, as universidades devem enviar professores para ajudar no trabalho de avaliação das provas.

Os competidores devem cursar do primeiro ao quarto ano do ensino superior e não ter título universitário anterior, podendo ser estudantes de qualquer carreira acadêmica, ainda que a maioria seja de cursos como matemática, computação, engenharia e física.

A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (IMPA) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em Matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas escolas e universidades públicas e privadas de todo o Brasil.

A OBM conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério da Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).